Numa iniciativa do vereador Aurélio Nomura (PV), a Câmara Municipal de São Paulo realizou no último dia 11, cerimônia para entrega das Certificações de Neutralização de Carbono, Mercúrio, Cadmio e Gordura Saturada às 52 entidades que participaram do 14º Festival do Japão, evento realizado pelo Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil) nos dias 15, 16 e 17 de julho, no Centro de Exposições Imigrantes (zona sul de São Paulo).
Estiveram presentes, além de Aurélio Nomura, o gestor ambiental Antonio Carlos Matarazzo; o presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Kihatiro Kita; o presidente do Kenren, Akinori Sonoda; o presidente da Comissão Organizadora do 14º Festival do Japão, Nelson Maeda; o coordenador dos Voluntários no Festival do Japão, Roberto Sekiya; e a secretária-adjunta Estadual do Meio Ambiente, Amélia Watanabe (representando o Secretário Bruno Covas). O Jornal Nippak foi o único veículo de comunicação da comunidade a cobrir o evento.
“Trata-se de algo inédito. Pela primeira vez um evento no Brasil recebe quatro certificações, isso nunca tinha acontecido. Isso mostra efetivamente que todos os eventos, principalmente aqueles organizados pelo poder público, obrigatoriamente deveriam seguir esse exemplo”, explicou Nomura, acrescentando que “por problema de custo, aqui no Brasil nunca se tentou fazer isso”. “Mostramos que, quando existe vontade é possível executar ações desta natureza”, disse Aurélio, afirmando que “no Japão isso é normal”. “No Brasil, a partir de 2014 será obrigatório dar destinação correta aos resíduos produzidos em eventos. Avançamos nesse sentidos, graças a nossa parceria com o Antonio Carlos Matarazzo”, destacou o vereador, antecipando que pretende apresentar um projeto de lei para que todos os eventos realizados pela Prefeitura de São Paulo ou realizados em áreas municipais sejam obrigados a dar destinação correta aos resíduos sólidos.
“Nosso trabalho foi fazer um cálculo de quanto gás carbônico seria emitido e o consumo de água, energia e metais pesados, além dos resíduos sólidos”, explicou Matarazzo, acrescentando que durante o Festival do Japão foram emitidos cerca de 340 toneladas de gás carbônico. Para neutralizar seus efeitos, foram plantadas 2000 árvores em Juquitiba (SP). Durante cinco dias (três do evento e mais dois “extras”), mais de 25 toneladas de resíduos sólidos foram recolhidas, separadas, recicladas e tiveram destinação adequada do ponto de vista ambiental. Além disso, todo o óleo de cozinha usado na preparação dos alimentos durante o evento será transformado em biodiesel.
Pegada – Segundo Matarazzo, em “eventos normais”, o material recolhido é despejado em aterros. “Isso quer dizer que o Festival do Japão não deixou pegada ambiental, o que causaria danos ao meio ambiente”, disse Matarazzo. “Trata-se de um exemplo a ser seguido”, destacou.
Para o vereador Nomura, o grande sucesso do evento foi a adesão de visitantes e das pessoas que trabalharam na política de sustentabilidade da feira. “Foi importante essa conscientização de cada um para que obtivéssemos êxito”, disse o vereador, que assumiu a presidência da Subcomissão de Turismo, Lazer e Gastronomia, cuja missão é preparar a capital paulista nessas áreas para receber a Copa do Mundo de 2014.
Nelson Maeda lembrou que durante o 14º Festival do Japão foram quebrados alguns recordes, como a presença de público – foram mais de 180 mil visitantes nos três dias de evento – e pela primeira vez houve ocupação total na área dos bazaristas.
“Olhando por um panorama um pouco diferente, o Festival do Japão saiu na frente ao nos adequarmos à preocupação ambiental. Mostramos para os parceiros do Festival do Japão que é possível realizar um evento deste porte levando em consideração a questão ambiental”, comemorou Maeda.
