Passava pouco depois das 18 horas de domingo (15) quando a rádio do Festival do Japão anunciava insistentemente para que os visitantes tomassem cuidado porque “pessoas mal-intencionadas” estavam furtando objetos, principalmente aparelhos celulares, dos mais desavisados. Esta, talvez, tenha sido a ocorrência mais grave da 15ª edição do evento, que teve início na sexta-feira (13), no Centro de Exposições Imigrantes (zona Sul de São Paulo).
Outro problema, pontual, ocorreu na sexta-feira – primeiro dia de funcionamento – com o atraso na instalação dos botijões de gás provocado pela falta de energia na região no dia anterior, o que acabou comprometendo o trabalho da equipe encarregada pelo serviço. Mas nada que abale a imagem daquele que é considerado o maior evento da cultura japonesa na América Latina. “Conseguimos sanar no mesmo dia e creio que, no final, os kenjinkais se saíram bem”, observa o presidente do 15º Festival do Japão, Nelson Maeda.
“No geral, tivemos mais acertos do que erros. A falta de luz é algo que foge do nosso controle, mas temos que estar preparados. Quanto aos furtos, as ocorrências foram praticamente no encerramento, quando as pessoas ficam mais relaxadas. Na sexta e sábado, dias de grande movimento, não tivemos incidências”, avaliou o presidente. “Acredito que foram casos isolados, sem motivos para alarmes”, disse, lembrando que uma das preocupações da Comissão Organizadora para este ano foi justamente no sentido de reforçar o policiamento para oferecer mais segurança para os visitantes.
Segundo ele, o balanço geral foi positivo. Apesar de ainda não ter dados oficiais, Maeda calcula que cerca de 180 mil pessoas passaram pelo Centro de Exposições Imigrantes nos três dias de evento, mantendo a média dos anos anteriores.
Algumas atrações, conta, devem ser mantidas. É o caso do bon odori, que chamou a atenção do público, em especial, o da terceira idade. “É uma dança que traz recordações”, explica Maeda, antecipando que outra novidade que deve ser mantida para o próximo ano é o o Campeonato Brasileiro de Games de MMA (Mixed Martial Arts, em português Artes Marciais Mistas) , cuja primeira edição foi realizada este ano dentro de um octógono montado no Pavilhão Cultural e de Esportes.
De acordo com Nelson Maeda, cerca de 2500 se inscreveram para disputar o Game UFC3 no console da Sony Play Station, atestando o sucesso da inciativa comandada pelo vice-presidente de Marketing e Projetos da Confederação Brasileira de MMA, Bruno Omori.
Integração – Realizado pelo Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil) desde 1998, o 15º Festival do Japão teve um saldo positivo, conforme avaliação feita poor Nelson Maeda. “No geral, o 15º Festival do Japão cumpriu seu papel de divulgar a cultura japonesa e, o que é mais importante, promoveu a integração entre a sociedade brasileira e a comunidade nikkei. Além disso, o evento procurou, mais uma vez, contribuir para uma consicência ecológica elegendo como tema Sustentabilidade e o Futuro da Humanidade. Outro aspecto a destacar foi a visita do vice-presidente da República, Michel Temer, do governador Geraldo Alckmin e do ex-ministro José Serra, que valorizaram demais a festa”, explicou o presidente da Comissão Organizadora, que agredece “a todos que, direta ou indiretamente colaboraram para a realização do evento, entre eles os deputados federais Junji Abe (PSD-SP), Keiko Ota (PSB-SP) e Walter Ihoshi (PSD-SP), os deputados estaduais Hélio Nishimoto (PSDB) e Jooji Hato (PMDB) e os vereadores Ushitaro Kamia (PSD), Aurélio Nomura (PSDB) e Victor Kobayashi (PSD), à Prefeitura de São Paulo e à São Paulo Turismo nas figuras de Antonio Carlos Rizeque Malufe (secretário Especial de Relações Governamentais da Prefeitura) e de Cláudio Kurita (assessor de Eventos da Diretoria da São Paulo Turismo), aos patrcinadores, voluntários, kenjikais e imprensa”.
(Aldo Shiguti)
