No último dia 14 de agosto, o Bunkyo recebeu a visita de Takeshi Yoda e Minoru Omi, respectivamente, presidente e tesoureiro geral da Associação Assistencial e Cultural Yamaguchi Ken do Brasil. Esta visita se constituiu em mais um dos compromissos relacionados com a comemoração de 85 anos de fundação da entidade.
Na ocasião, os representantes fizeram a doação ao Bunkyo, em homenagem à data comemorativa.
De acordo com o presidente Yoda, os imigrantes originários de Yamaguchi fizeram também parte da leva pioneira de imigrantes japoneses que chegou a bordo do navio Kasato Maru, em 18 de junho de 1908. Dos 781 imigrantes, originários de 11 províncias, as de Yamaguchi, Okinawa e Kagoshima foram as de maior número de representantes.
O presidente acredita que, atualmente, a comunidade de originários de Yamaguchi esteja por volta de 7.700 pessoas. De acordo com ele, a maioria residente em diferentes locais do país, principalmente no Estado de São Paulo, como ocorre com nipo-brasileiros de outras províncias.
No entanto, em especial, ele destaca a comunidade localizada em Várzea Alegre, localizada a 40 quilômetros de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, cujos primeiros imigrantes japoneses chegaram em 1959 e maioria proveniente da província de Yamaguchi. “Nessa ocasião, o próprio governo da província estimulou a vinda desses colonizadores”, explica, com a finalidade de desenvolver a agricultura, além da então chamada JAMIC, empresa de colonização japonesa.
02Apoiados pela Cooperativa Agrícola Mista de Várzea Alegre (CAMVA), fundada em 1962, para enfrentar o solo e clima desfavorável, a agricultura foi abandonada em favor da avicultura (a partir de 1963). Atualmente, a Cooperativa é considerada a maior produtora e exportadora de ovos de Mato Grosso do Sul, ou seja, além de abastecer grande parte do Estado, exporta ovos e frangos para São Paulo e Mato Grosso.
De acordo com o presidente Yoda, a trajetória da entidade, nesses 85 anos de atividades, tem buscado intensificar o relacionamento entre os originários da província, incluindo a geração dos jovens, bem como promover grupos de viagens para visitar a terra natal e outros locais do Japão. “Um amigo que foi numa dessas viagens me disse que, sempre vai ao Japão a passeio, mas dessa forma, em grupo, é muito mais divertido”, contou ele, ressaltando que, nessa ocasião o grupo somou 42 pessoas.
De acordo com ele, a cada dois meses, a entidade envia um boletim informativo aos associados, mas “está ficando cada vez mais custoso devido às despesas com Correio. O ideal seria enviarmos via internet, usando a comodidade e rapidez dos meios eletrônicos. Infelizmente, grande parte de nossos associados são idosos, o que dificulta essa mudança”.
