A Jica (Japan International Cooperation Agency), a Agência de Cooperação Internacional do Japão, está interessada em promover a difusão dos Sistemas Agroflorestais (Siafs) e de agentes agroflorestais no Pará, a partir de tecnologia desenvolvida por descendentes de japoneses no município de Tomé-Açu. O representante da Jica no Brasil, Chiaki Kobayashi, junto com representantes da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tokyo, reuniram-se com a secretária adjunta da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), no início de abril para discutir o assunto.
A Jica, a Universidade de Tóquio, a Embrapa e a Sagri vão desenvolver um projeto piloto para demonstrar a eficiência dos Sistemas Agroflorestais e de formação de agentes agroflorestais, com o objetivo de promover a certificação dos produtos dos Siafs. “O projeto vai desde o acesso produtivo até a certificação do produto. E isso é importante na medida em que agrega valor econômico à nossa produção”, avaliou a secretária adjunta, Eliana Zacca, complementando que o projeto “vai validar os sistemas de produção e também avançar no processo de certificação, que é uma coisa em que nós somos muito incipientes ainda. Isso nos permitirá transformar essa experiência numa política pública”.
Segundo Kobayashi, a reunião “foi muito útil para começar essa colaboração com a Sagri”. Ele reconhece que os sistemas agroflorestais desenvolvidos por nipobrasileiros tiveram uma grande colaboração dos brasileiros que os estão implantando. “A Jica está à disposição para apoiar esses projetos”, garantiu.
Também participaram do encontro os professores da Universidade de Tokyo, Helio Makoto Uemura e Takushi Sato; a coordenadora Sênior de Cooperação Internacional da Jica, Imao Hiroko e o coordenador de Comunidades da Jica e intérprete, Masaru Yurizawa.
