As últimas aparições do cônsul Kazuaki Obe e da consulesa Eiko Obe nas cerimônias comemorativas dos 104 anos da imigração japonesa no Brasil e na solenidade realizada na Câmara Municipal de São Paulo em que foi homenageado com o Título de Cidadão Paulistano, eram o prenúncio da despedida consumada com a cerimônia no Salão Nobre do Bunkyo.
O casal recebeu homenagens das cinco principais entidades nipo-brasileiras (Bunkyo, Enkyo, Kenren, Aliança Cultural Brasil-Japão e Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil), das quatro entidades assistenciais (Enkyo, Assistência Pró-Excepcionais Kodomo-no-Sono, Assistência Social Dom José Gaspar – Ikoi-no-Sono e Casa da Esperança Kibô-no-Iê), da Associação Cultural de Mogi das Cruzes e da Comissão de Administração do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil.
Diferentemente da maioria das vezes – talvez em respeito ao público, formado em grande parte por isseis e nisseis – Kazuaki Obe optou por discursar em japonês em que, basicamente, agradeceu a comunidade e citou, em especial, às senhoras dos Fujinkais. Mencionou algumas cidades que visitou e, mais uma vez, agradeceu em público “a melhor companheira da minha vida”.
No Hall do Bunkyo, onde foi servido o coquetel, Kazuaki Obe falou com a reportagem do Jornal Nippak.
“Fiquei encantado com o coração carinhoso da comunidade nipo-brasileira, com a história e a alma dos imigrantes japoneses. Isso tocou profundamente meu coração”, disse Obe.
Para ele, as 106 cidades visitadas em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Triângulo Mineiro ainda foram poucas. “Queria ter visitado mais lugares”, afirmou. O cônsul disse que “o respeito e a admiração que tem pela comunidade japonesa” é como se fosse um “ouro”. “Um diamante da história”.
Indagado pelo Jornal Nippak o que mais marcou durante o período em que esteve no Brasil e que pretende levar para o Japão, Kazuaki Obe não hesitou em responder que “toda a experiência que vivi aqui no Brasil”. “Vou contar para os meus amigos todo o conhecimento e a história da imigração japonesa que aprendi com a comunidade”, disse o cônsul, que reafirmou sua admiração pela consulesa. “Ela é meu braço direito, meu braço esquerdo, meu coração e minha cabeça”, explicou o cônsul que reafirmou seu desejo de retornar, em breve, ao continente.
(Aldo Shiguti)
