Estavam todos lá. O cônsul geral do Japão em São Paulo, Kazuaki Obe e a consulesa Eiko Obe; o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB); o vereador Ushitaro Kamia (PSD); o presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Kihatiro Kita; o presidente do Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil), Akinori Sonoda; o presidente do Enkyo (Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo), Yoshiharu Kikuchi; o presidente da Assistência Social Dom José Gaspar – Ikoi-No-Sono, Reimei Yoshioka; o presidente da Associação Pró-Excepcionais Kodomo-No-Sono, José Taniguchi; o presidente da Sociedade Beneficente Casa da Esperança “Kibô-No-Iê”, Jairo Uemura; o presidente do Nippon Country Club, Valter Sassaki; o presidente da Moa Internacional do Brasil, professor Benedito Carlos de Souza Tate; o presidente da Acal (Associação Cultural e Assistencial da Liberdade), Hirofumi Ikesaki; o presidente da Associação Cultural e Esportiva Piratininga, Seiti Sacay; além de presidentes de várias entidades e associações, entre eles Kyoshi Onaga, presidnete da Associação Okinawa Vila Carrão; Tério Uehara; vice-presidente da Kibo-no-Iê e da Associação Okinawa da Vila Carrão; o presidente da Comissão Organizadora do 15º Festival do Japão, Nelson Maeda; o presidente da Associação Tochigi, Augusto Sakamoto e o delegado Mario Ikeda.
Realizado quatro dias depois de outras duas cerimônias ocorridas simultaneamente na mesma Casa e na Câmara Municipal, no mesmo dia e horário, o Ato Solene em Homenagem aos 104 Anos da Imigração Japonesa convocado pelo deputado estadual Hélio Nishimoto nesta quinta-feira (21) à noite, no Auditório Franco Montoro da Alesp, reuniu, num mesmo evento, convidados que tiveram que se desdobrar no último dia 18 para não “decepcionar” homenageados e proponentes.
O ponto alto da noite foi a homenagem às quatro entidades assistenciais (Ikoi-no-Sono, Kibô-no-Iê, Kodomo-no-Sono e Yassuraguii Home) e ao Nippon Country Club.
Ao invés do ar “burocrático”, a solenidade desta quinta ganhou um clima de “leveza” – como definiu o autor da homenagem – mas nem por isso menos emocionante. Comandado pelo “mestre de cerimônia” Hélio Nishimoto – que se diferencia no meio por suas improvisações –, o evento foi abrilhantado com apresentações do grupo Requios Gueinou Doukoukai – que este ano comemorou dez anos de fundação – e o cantor Hélio Sakai Kamia, que interpretou “Arigatô Kansha” (Kaganezawa Shoji), “Shimantyu nu Takara” (do grupo Begin) e “Amigo”, do Rei Roberto Carlos.
Em sua fala, Barros Munhoz enalteceu o desempenho de seu colega de partido, Hélio Nishimoto – “um exemplo de bom político” – e reafirmou sua alegria de ter convivido com o cônsul Kazuaki Obe. “Não conheci outro cônsul que estivesse tanto tempo na Assembleia Legislativa, o que o tornou um amigo desta Casa. “O cônsul conquistou a todos com seu jeito extremamente agradável de ser e ficamos bastante tristes com a sua partida porque nos afeiçoamos às pessoas”, disse Munhoz, que lembrou experiências vividas em sua infância que “reforçam ainda mais” seus laços com a comunidade nikkei.
O deputado disse que, quando criança, freqüentou a casa “de um amigo japonês” e com ele aprendeu valores como “honestidade”, “honradez”, “simplicidade” e “caráter”. Como secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (março de 1991 a junho de 1993), Munhoz relatou a convivência com o empresário Shunji Nishimura (1910-2010), “uma figura excepcional”, e sua emoção “ao ver o amor que ele tinha pelo Brasil e pelas crianças”. “Aprendi a admirar a empresa, que se tornaria um império e como ele se integrou ao país, assim como a comunidade japonesa também se integrou à sociedade brasileira”, contou. Já como ministro da Agricultura, Abastecimento e Reforma Agrária do Brasil no governo Itamar Franco, Munhoz disse que se “apaixonou definitivamente” pelo Japão durante uma viagem àquele país.
Mimo – No final, Barroz Munhoz entregou um mimo – uma réplica do Monumento às Bandeiras – ao cônsul Kazuaki Obe. A honraria é concedida apenas às comitivas internacionais que visitam a Assembleia, mas neste caso, em deferência à ocasião, a Casa fez uma concessão aos deputados Barros Munhoz e Hélio Nishimoto para que presenteassem o cônsul
