A Associação Brasileira de Taikô está comemorando 10 anos de atividades. Para marcar a data, a entidade realizará neste fim de semana (21 e 22), evento comemorativo no Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social). A programação tem início no sábado, a partir das 17 horas, com a realização de uma cerimônia comemorativa marcada para o Grande Auditório do Bunkyo. Estão programadas homenagens a 45 personalidades que contribuíram com a ABT ao longo desses anos, entre eles, fundadores e ex-presidentes. Em seguida, haverá um jantar no Ginásio de Esportes.
No domingo, acontece o 9º Festival de Taikô no Grande Auditório com a participação de 27 times, sendo 13 da categoria Júnior (menos de 18 anos), 10 da Livre, 2 da Master (acima de 40 anos), e 2 da Especial (os campeões do ano passado), além de cerca de 20 participantes da categoria Odaiko.
Durante o Festival, que começa às 9 horas, o público poderá conferir de perto o maior odaiko existente no Brasil Trata-se de uma doação do empresário Hideaki Iijima, que por sua vez recebeu de presente de Ishioka Takemi, da cidade de Esashi, na província de Hokkaido. O tambor, que encontra-se no kaikan de Vila Ré, mede 1m60 de diâmetro e pesa cerca de 400 quilos. Para se ter uma ideia do tamanho, os maiores que existem atualmente não chegam a 1m20 de diâmetro.
Como atrativo, o campeão da categoria Júnior garante vaga para representar o Brasil no Festival que acontece no Japão. Antes, o time brasileiro participava apenas como convidado, mas em função da evolução do nível técnico, os brasileiros passaram a competir com os japoneses.
No ano passado, o campeão desta categoria foi o grupo Wakaba, da Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba, e o da categoria Livre, de Paranavaí, ambos no Estado do Paraná.
Evolução – O presidente da ABT, Orlando Shimada, atribui a evolução técnica dos brasileiros ao intercâmbio com os próprios japoneses, além de muita dedicação e treinamento. “Todos os anos realizamos exame de capacitação técnica para aumentar o nível dos tocadores”, explica Shimada, acrescentando que a ABT conta atualmente com 62 associações filiadas.
“E a tendência é o número crescer a cada ano que passa. Este ano, por exemplo, teremos a participação de grupos de Cuiabá, São Carlos e Brasília”, diz Shimada, explicando que a ABT também desenvolve um trabalho junto a comunidades carentes, como a Escola Estadual Paulo Kobayashi, em parceria com o Instituto Paulo Kobayashi (IPK) e a Futurong, em Parelheiros (zona Sul de São Paulo).
“A procura pelo taikô está aumentando porque o aprendizado exige disciplina e respeito, o que acaba sendo interessante no mundo de hoje”, destaca Orlando Shimada, lembrando que apesar de estar comemorando 10 anos de atividades, a ABT foi fundada só foi fundada em 2004.
(Aldo Shiguti)
