A equipe Sudoeste, sagrou-se campeã da 76ª Competição Intercolonial de Atletismo, evento realizado nos dias 21 e 22 de julho, na pista de atletismo do Estádio Ícaro de Castro Mello, no Ibirapuera, em São Paulo. A vice-colocação ficou com a equipe da Anasp (Sul da Capital), seguida por Noroeste.
O grande destaque da competição foi o atleta Luiz Fernando Imanaka Ferreira, da Sudoeste, que bateu o recorde dos 110m com barreira e também bateu o recorde no revezamento pela sua equipe, consideradas pelos técnicos as provas mais difíceis do atletismo.
A Comissão Organ – presidida por Seiti Sacay (presidente da Associação Cultural e Esportiva Piratininga) – destacou também que o Intercolonial serviu de seletiva para convocar os atletas que irão compor a Seleção Brasileira de Atletismo Nikkei que participará da 20ª Confraternização Desportiva Internacional Nikkei, a ser realizada em 2013, no Peru.
Participaram Seleções das Equipes da Alta Araraquarense, Anasp, Ibirapuera, Leste de São Paulo, Noroeste, Norte do Paraná e Sudoeste.
Considerada a mais importante competição de atletismo nikkei do país, o Intercolonial foi idealizado em meados da década de 30 pelo Centro da Juventude Nova Brasileira (antiga denominação do Zenhaku Seinem Renmei), que organizou a 1ª Competição Intercolonial de Atletismo no interior do estado de São Paulo. A partir da década de 40, a competição passou a contar com o apoio da Associação Até a Vista – AAV, a mais significativa entidade de atletismo no Brasil.
Em meados da década de 50 houve uma grande mudança na organização da competição. Foi quando os dirigentes da AAV participaram na fundação e criação da Associação Cultural e Esportiva Piratininga, que desde então passou a ser a entidade realizadora da competição.
E neste ano, houve nova mudança. A AAV, o Piratininga e as equipes participantes nomearam a Anma (Associação Nikkei Mirim de Atletismo), a maior entidade criada exclusivamente para incentivar as entidades nipo-brasileiras em manterem o atletismo nikkei, como entidade realizadora da competição.
Para a Anma muitos contribuíram para a realização da competição, porém seria “imperdoável” não enaltecer o trabalho dos árbitros, “que contribuem se dedicando em prol das crianças e dos adolescentes, contribuindo na formação destes jovens através do atletismo, merecendo por isso a admiração e respeito de todos, com essa participação voluntariosa, que é típica da cultura japonesa, tão elogiada pela sociedade brasileira em geral”.
E além de contar com estes árbitros voluntários das entidades que a compõem, afim de prestigiar os atletas e técnicos a Anma também contou com árbitros da Federação Paulista de Atletismo, elevando o nível da competição que conforme os dirigentes das equipes participantes, tratou-se de uma grande competição
