“Ao contrário do que muita gente pensa, a Yassuragui Home não vai fechar”. O esclarecimento foi feito pelo presidente do Centro de Reabilitação Psicossocial – Yassuragui Home, Jun Suzaki, negando comentários que surgiram recentemente dando conta sobre o fechamento da entidade.
Suzaki explica que, para atender as novas exigências da Agencia Nacional de Saúde, o Yassuragui Home passou por um processo de readequação, mas mantém suas atividades, porém, com novo formato de atendimento.
Dos 28 internos, 16 retornaram para seus familiares e os outros 12, cujos familiares não foram localizados, ficarão na entidade sob a orientação da Secretaria Municipal de Saúde de Guarulhos, através do atendimento a ‘Moradia Assistida’ e receberão acompanhamento de profissionais do Caps (Cento de Atenção Psicossocial) Alvorada de Guarulhos.
De acordo com o presidente, a entidade foi fundada em 19 de março de 1977, para atendimento aos portadores de transtornos mentais em regime de internato. “O objetivo é manter a entidade com nova proposta de atendimento dentro das exigências da legislação brasileira. Vamos oferecer suporte social, psiquiátrico e psicológico com a finalidade de favorecer a inserção e reinserção dos usuários à sociedade e no mercado de trabalho por meio dos quatro módulos do Projeto de Reintegração Indivíduo-Comunidade: Residência Terapêutica, Centro de Convivência, reabilitação e Acompanhamento Ambulatorial”, garante.
“Com base na nova legislação brasileira (Lei Federal nº 10216) é clara, não permite a internação por mais de 30 dias. Antes a entidade tinha capacidade para 50 usuários, estes realizam várias atividades ocupacionais e de lazer, com acompanhamento, orientação e supervisão da equipe multidisciplinar, composta por assistente social, psicólogos, psiquiatra, clínico geral, enfermeira e terapeuta ocupacional”, afirma o vice-presidente do Enkyo, Akeo Uehara Yogui.
Desde junho passado, a entidade disponibilizou três casas com cinco cômodos cada, destinadas para quatro moradores cada uma. Os usuários serão acompanhados por um coordenador e acompanhantes comunitários que trabalharão em conjunto para que se tornarem, inicialmente autônomos e independentes nas atividades rotineiras e futuramente, produtivas, participando e fazendo parte da comunidade.
(Luci Judica Yizima)
