A 34ª Festa das Cerejeiras em Flor no Parque do Carmo, localizado na zona leste da capital, organizada pela Federação de Sakura e Ipê do Brasil com o apoio da Prefeitura do Município de São Paulo e de várias associações nikkeis da região leste, recebeu nos dias 4 e 5 de agosto, milhares de pessoas provenientes de toda a parte do país para contemplar a florada das cerejeiras – árvore símbolo do Japão.
Acompanhado da Comissão Organizadora e de diversas autoridades políticas e civis, o presidente da Federação de Sakura e Ipê do Brasil, Pedro Yano, em seu discurso, fez um breve histórico sobre o cultivo das cerejeiras na cidade de São Paulo, que teve início na década de 1970, por influência da colônia de imigrantes e descendentes de japoneses na região de Itaquera, citando nomes e agradecendo aos fundadores do Bosque, em especial, Hiroshi Nishitani (92 anos), presente no local e a todos que contribuíram para que esta festa se tornasse um grande evento, não só para a população de São Paulo e sim para todo o país.
Hoje, o Parque do Carmo possui mais de 3 mil pés de cerejeiras das espécies Okinawa, Oshima, Himalaia e Yukiwari.
Todos os anos no mês de agosto, a comunidade japonesa, brasileiros com ou sem descendência, tem a oportunidade de praticar o ritual, conhecido como “hanami”, de sentar sob as cerejeiras e contemplá-las durante um bom período.
Assim como no Japão acredita-se que quando o vento sopra nas delicadas pétalas das flores faz com que elas caem e neste momento, todos que estão sob as árvores terão mais felicidade, paz interior e muita sorte.
O público assistiu a diversas apresentações de danças folclóricas (odori), taiko, shows – nacional e internacional, karaokê, ginástica rítmica, etc.
No espaço de alimentação, o movimento foi intenso, deliciosas iguarias da culinária japonesa como mandyu, yakissoba, udon, sakura moti, tempurá, dorayaki, obentô, harumaki, guioza e temaki foram vendidas nas barracas.
(Vera Nishitani)
