Se, no sábado, a banda Gaijin Sentai “roubou a cena” no primeiro dia do Tosa Matsuri, no domingo – em que o candidato a prefeito de São Paulo Celso Russomano (PRB) apareceu já no finalzinho do dia – o grupo de taikô Ryukyu Koku Matsuri Daiko e a a banda Animadness dividiram a atenção do público.
Marcus Castellani (bateria), Felipe Muler (teclados), Paulo Wirth (baixo), Renato Murakami (guitarra), Daniel Miura (guitarra), Rodrigo Eiki (vocal) e Bruna Higashi (vocal) desfilaram um repertório já conhecido dos fãs da banda, com energia e sonoridade de J-Rock e Animesongs.
Já o Ryukyu Koku Matsuri Daiko mostrou a força dos tambores japoneses e mesmo enfrentando um incidente – a quebra do ônibus que transportava os tocadores – levantou poeira, literalmente, na arena do Parque da Água Branca.
Também se apresentaram no palco o grupo de taikô Sakura Fubuki, o grupo de dança do ventre Talismã, o grupo de street dance Anonymous Crew, o Cremasco Karatê (Shotokan Ryu) Country Club – ADC Rigesa de Valinhos, a Academia Arte Nobre de Kung Fu,o grupo de dança Smile, o Grupo de Teatro Japonês Hokage, a Banda Hadar e a Banda Uchiná, entre outras atrações.
Realizado pelo Departamento de Jovens (Seinen) da Associação Cultural dos Provincianos de Kochi, o 1º Tosa Matsuri – Festival de Cultura Brasil-Japão, recebeu um público estimado em cerca de 25 mil pessoas. Durante dois dias, o público contou com uma programação variada. Além dos shows, o evento reuniu atrações como workshop de mangá, com a equipe do Japan Sunset, e uma praça de alimentação.
Segundo o presidente do Seinen de Kochi e idealizador do festival, Augusto Takeda, “ficamos com a sensação de missão cumprida e que em 2013 a segunda edição promete ser ainda melhor”.
Para ele, os erros, normais para um evento que está apenas começando, serão corrigidos em 2013. “Faltou focar mais na cultura da província de Kochi. Tínhamos anunciado trazer o onagadori (galo ornamental de Kochi-ken, com a cauda mais longa do mundo), mas infelizmente não deu certo. Faltaram também mais workshops e uma maior divulgação, avaliou Takeda, acrescentando que “uma de nossas principais vitórias foi fazer com que a diretoria entendesse nossa proposta”.
“Com isso, eles entenderam a situação e permitiram a participação de não descendentes de japoneses. O mais importante é que eles acreditaram”, explicou Takeda, antecipando que, para a segunda edição, a ideia é aumentar o tamanho do palco e trazer mais atrações para os jovens – pelo menos duas já estão definidas: os Card Games e o Concurso de Cosplay.
“Servimos uma diretoria é a ela que devemos prestar contas. O que ela determinar, vamos respeitar, mas já estamos pensando em 2013″, destaca Takeda, afirmando que esperou oito anos para poder colocar seu projeto em prática.
Transição – Não menos empolgado estava o presidente do Kenjinkai, Arnaldo Katayama. “Admito que não esperava esse resultado, que numa avaliação inicial foi bom. Acho que falhamos um pouco ao não trazermos mais materiais para divulgar a cultura da província de Kochi,mas mesmo assim posso dizer que estou satisfeito”, resumiu Katayama, afirmando que, “mesmo se o resultado não tivesse sido bom não iríamos desistir”. “Já estávamos preparados para bancar a próxima edição”, conta Takayama para quem o fato de ser o primeiro presidente nikikei do Kenjinkai de Kochi ajudou a entender a iniciativa dos jovens.
“Acho que os mais antigos tem que mudar a cabeça. Estamos passando por uma fase de transição e vai chegar a hora de passarmos o bastão para as novas gerações. Por isso não podemos ficar fechados cada qual em seu kenjinkai”, assegura.
(Aldo Shiguti)
