6 de abril de 2014, 22:03
Mikihisa Motohashi, o novo presidente do Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil) – a Assembleia Geral que elegeu a diretoria para o biênio 2014-2015 foi realizada no último dia 27 – , nem bem assumiu o cargo e já terá que “descascar um abacaxi”. Na verdade, o problema em questão já era conhecido. Trata-se do déficit de cerca de R$ 250 mil que o 17º Festival do Japão deve gerar em função do aumento da locação cobrado pelos novos administradores do Imigrantes Exhibition & Convention Center (antigo Centro de Exposições), local da realização do evento nos dias 4, 5 e 6 de julho.
“É um assunto que nos preocupa bastante”, disse Motohashi. Em entrevsta ao Jornal Nippak, ele confidenciou que relutou para aceitar o cargo. “A diretoria que assumiu foi escolhida em janeiro deste ano juntamente com a Comissão Executiva do 17º Festival do Japão. Indicaram meu nome, mas não queria. Depois, pensei, pensei e decidi aceitar. Até porque todos se comprometeram colaborar, inclusive a antiga diretoria “, explicou Motohashi, lembrando que dos 14 nomes que compõem a nova diretoria, 11 já pertenciam ao quadro anterior.
Presidente da Associação Cultural Tottori Kenjin do Brasil, Motohashi terá a missão de suceder Akinori Sonoda. Ele ocupou o cargo de vice-presidente da entidade nas gestões de seu antecessor e de Akeo Yogui. “Apesar de alguns problemas, normais em todas as administrações, ambos conduziram muito bem o Kenren e pretendo continuar nessa mesma linha”, disse o novo presidente, acrescentando que o desafio imediato de sua equipe será o de pelo menos atenuar o prejuízo do 17º Festival do Japão.
Para isso, Motohashi explica que o Kenren conta com recursos da emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Junji Abe (PSD-SP), no valor de R$ 100 mil, e de cotas de patrocínio de empresas japonesas. Além disso, conta Motohashi, a Comissão Executiva do 17º Festival do Japão está estudando fórmulas para tentar diminuir as despesas, estimada em cerca de R$ 2,4 mi.
“Quando assumi, deixei claro que são os kenjinkais que devem apoiar a diretoria, e não o contrário. O Kenren não é uma entidade independente”, explica Motohashi, acrescentando que, embora seja a principal, o Festival do Japão não é a única preocupação do Kenren.
“Temos alguns kenjinkais que estão bem, em contrapartida outros estão com dificuldades. Minha ideia é constituir uma Comissão para diagnosticar os problemas e tentar achar uma solução”, revela.
(Aldo Shiguti)

Nova diretoria do Kenren com Motohashi (Tottori) a frente (foto: divulgação)
Nova diretoria do Kenren – 2014-2015
Presidente: Mikihisa Motohashi (Tottori)
Vices: Augusto Sakamoto (Tochigi), Jorge Takano (Yamanashi), Yoshinori Kihara (Wakayama), Norio Suguimoto (Shizuoka), Yoshihiro Harashima (Chiba), Toshio Ichikawa (Toyama), Yasuo Yamada (Chiga)
1º Secretário: Akira Kawai (Akita)
2º Secretário: Michiko Tamashiro (Aomori)
3º Secretário: Helena Sugiyama (Kyoto)
1º Tesoureiro: Agostinho Minami (Fukuoka)
2º Tesoureiro: Tetsuji Taromaru (Kumamoto)
3º Tesoureiro: Hiroaki Chida (Iwate))
