22/11/11 (17:43)
Simpósio sobre o Centro mobilizou a comunidadeO Centro de Estudos Nipo-Brasileiros (CENB), que funciona desde 1946 graças ao voluntariado de imigrantes que para cá vieram, estuda maneiras de continuar suas atividades.
A preocupação que se dá, principalmente, em virtude do envelhecimento das pessoas que trabalham para o Centro e a busca por uma estabilidade financeira está provocando até a realização de uma série de seminários para discutir o futuro do Jinmonken.
Em entrevista ao São Paulo Shimbun, o presidente do CENB, Shozo Motoyama, professor da Universidade de São Paulo (USP), explicou o atual momento.
“Durante todos esses anos, o Centro funcionou de forma amadorística, o que não impediu que o grande conhecimento produzido fosse usado como material e fonte, não somente por pesquisadores no mundo todo, como também por várias agências do governo. Entretanto, agora, passamos por alguns desafios, entre eles, como formar novos historiadores, já que a maioria das pessoas que atuam hoje em dia já passaram os 80 anos”, afirmou ele.
Essa renovação do pessoal, de acordo com Motoyama, deve vir acompanhada de uma transformação também na forma de atuação do CENB. Apesar de louvar a atuação dos voluntários, que têm sustentado o Centro durante todos esse anos – até pelo vínculo pessoal muito forte com a entidade -, Motoyama garante que a manutenção do formato pode significar o fim.
